Cicatrizes

cicatrizes

VISÃO GERAL

Quando o tegumento (pele) é agredido a nível de sua camada dérmica, seja por trauma, perfuração, machucado ou cirurgia, perde-se certo volume na área de incisão que deve ser reposto pelo processo de reparo, que, em humanos, se dá basicamente pela cicatrização.

Quanto maior a drenagem de edemas (inchaços), a aproximação de bordas, antissepsia do local, remoção de detritos, irrigação sanguínea e aporte nutricional, melhor tende a ser a cicatrização, que, geralmente, se dá pela deposição de material fibroso (colágeno) para preencher o local lesionado, interferindo ou não na funcionalidade do parênquima do tecido. Quando a cicatrização se dá de forma exacerbada, principalmente em sua fase de proliferação (fibroplasia), podemos estar diante de uma cicatriz hipertrófica ou, eventualmente, de outra entidade chamada quelóide.

Quando a cicatrização se dá de forma lisa, plana ou com depressões, retrátil e com alteração de cor podemos estar diante de uma cicatriz atrófica, como algumas cicatrizes pós-acne ou as estrias.

Diferença entre cicatriz hipertrófica e queloidiana:

 

Hipertróficas: Lesões lineares ou papulosas, com alteração de cor, fibróticas, lisas, salientes, sem sulcos, poros ou pelos e limitadas à área do processo de cicatrização inicial. Seu tamanho tende a diminuir ao longo dos anos. O prurido (coceira) é menos intenso.

Queloidianas: Aspecto tumoral (transborda os limites da lesão), saliente, firme, irregular, espesso, superfície lisa e brilhante, de cor rósea / vermelha ou castanha, apresentam dor e/ou prurido mais intenso. Muitas vezes não existe referência a traumas prévios. Ocorre com maior propensão em indivíduos negros e orientais em áreas como: a pré-esternal (no peito, entre as mamas), deltoideana (região superior / proximal do braço e lateral do ombro), dorso do tórax ou lóbulo da orelha