Flacidez Cutânea

FLACIDEZ

VISÃO GERAL

Fatores como radiação solar, má alimentação e envelhecimento intrínseco (cronológico) contribuem para a diminuição da quantia e da qualidade das fibras colágenas e elásticas, produzidas pelas células “fibroblastos” e muito  presentes na derme – quando falamos de pele – , além de serem parte de outras estruturas, como as cartilagens.

O colágeno e a elastina são proteínas; a primeira é responsável pela sustentação da pele, firmeza, resistência à tração e à agressões mecânicas, já a elastina é responsável pela elasticidade e turgor da pele juntamente com a água (hidratação), ou seja, promovem a capacidade do tegumento de ser distendido (puxado, esticado) e, quando solto, retornar rapidamente à forma e local original, sem rugas ou “sobras”. Esse “teste de pinçamento” pode ser feito na pele das costas das mãos ou logo abaixo da pálpebra inferior.

Em pacientes jovens e desidratados o turgor da pele mostra-se diminuído, condição provisória que não deve ser confundida com flacidez; do mesmo modo, em idosos, a flacidez fisiológica não deve ser confundida com desidratação clínica (embora exista perda de tecido adiposo, diminuição da espessura da derme e da água da pele decorrente do processo de envelhecimento).

 

Em pacientes jovens e desidratados o turgor da pele mostra-se diminuído, condição provisória que não deve ser confundida com flacidez; do mesmo modo, em idosos, a flacidez fisiológica não deve ser confundida com desidratação clínica (embora exista perda de tecido adiposo, diminuição da espessura da derme e da água da pele decorrente do processo de envelhecimento).

Características e Causas

Quando essas propriedades físicas e Bioquímicas são alteradas, temos uma flacidez de pele, caracterizada por sobras cutâneas frouxas que cedem à gravidade e/ou não retornam ao estado original com facilidade quando tracionadas e soltas.

Muitas vezes, a flacidez pode ser precedida pelo efeito sanfona, ou seja, prévio ganho e perda abrupta de peso ou somente o emagrecimento abrupto. Obviamente, existem algumas condições patológicas (doenças) que causam flacidez e outros sinais importantes, e justamente por isso são raras nas clínicas de estética; como exemplo, poderíamos citar alguns problemas hormonais (endócrinos) do córtex da supra-renal e auto-imunes do colágeno (colagenoses).

Embora ainda sem evidências científicas comprobatórias de causa-e-efeito, há a recomendação informal aos pacientes que já possuem certa pré-disposição à flacidez, ou àqueles que querem evitá-la a todo custo, que evitem a realização muito frequente de tratamentos estéticos com vácuo / pressão negativa (Endermologia), especialmente aqueles que prometem também agir “destruindo” as gordurinhas localizadas, ou seja, diminuindo o volume adiposo subcutâneo (lembrem-se do conceito de efeito sanfona).

O tratamento Biomédico-esteta se baseia na parte estética e não cirúrgica, não nas eventuais doenças de base nem em procedimentos de lifting cirúrgico.

É importante diferenciarmos flacidez de pele e a flacidez muscular (falta de tônus), que são entidades distintas e devem ser tratadas como tal. Os tratamentos podem variar muito dependendo da extensão da área atingida por flacidez (tamanho), das expectativas do paciente e se trata-se de condição corporal ou facial.

Depositar certas substâncias (fármacos ou nutrientes) diretamente no local flácido a ser tratado, através de microinjeções, é muito mais efetivo que o uso externo de cremes ou somente a suplementação via Oral, além de praticamente indolor e dos custos acessíveis.

 

Muitas tecnologias vêm sendo empregada com a finalidade de fornecer substratos (nutrientes) e estímulos à pele para formação de novas fibras colágenas e elásticas e/ou remodelação (contração) daquelas já existentes. Dentre elas, existem recursos eletroterapêuticos (Laser’s, Radiofrequência, dentre outros) e os minimamente invasivos (Carboxiterapia, Mesolifting / Intradermoterapia, Indução percutânea de colágeno, Skin Booster, Ácido hialurônico, etc) que, dependendo do caso, podem ser utilizados em associação.

Em contrapartida, apesar de ser um auxiliar durante tratamentos estéticos de lifting sem cirurgia (combinação de técnicas anti-flacidez), a suplementação com colágeno + Vit C + Zinco tem mero valor nutracêutico, fornecendo subsídios ao organismo, se estimulado pelas técnicas estéticas, a produzir colágeno internamente; todavia, devemos olhar a administração de suplementos como aliados sim, mas jamais como protagonistas no tratamento e sempre munidos de ceticismo.

Como a administração dessas fórmulas são por via Oral, as proteínas – como o colágeno- são hidrolisadas (digeridas, quebradas) por reações químicas no estômago e duodeno para posterior absorção dos nutrientes (aminoácidos) em outras porções do intestino delgado; Sendo assim, após cair na corrente sanguínea e espalhar-se por todo o corpo, não há a garantia que esse substrato nutricional será, de fato, utilizado pelos fibroblastos da pele em satisfatória síntese (produção) de novo colágeno.

Do mesmo modo, cremes anti-idade por via tópica contendo colágeno, especificamente, não penetram na profundidade da pele, visto o grande tamanho da molécula dessa proteína, apesar dos verdadeiros avanços obtidos pela indústria farmacêutica na formulação de novos veículos e na vetorização de diversos ativos.