Manchas de sol e envelhecimento

VISÃO GERAL

A melanose solar ou senil é uma manifestação cutânea do envelhecimento natural aliado ao fotodano (dano causado pelas radiações luminosas, em especial as do sol). Caracterizam-se por áreas planas, geralmente em indivíduos de pele clara, razoavelmente bem delimitadas, múltiplas, medindo por volta de 0,5 cm (meio centímetro) no seu maior eixo e com apresentação de hipercromia (acentuação da cor em relação à pele adjacente) às custas de melanina depositada na epiderme.

Não se trata da mesma entidade que o melasma ou as efélides (sardas).

 

A melanina é um pigmento natural, castanho, produzido pela célula chamada melanócito e depositada nas células mais superficiais (epidérmicas) chamadas queratinócitos. Nessas, a melanina forma um tipo de “capuz” acima do núcleo, visando proteger o material genético (DNA) dos efeitos nocivos das radiações Ultravioleta A e B.

 

Como o dano actínico (fotodano) é gradual e cumulativo, mesmo após instauração de cuidados ao paciente, fotoproteção e remoção das atuais melanoses por diferentes tecnologias (como luz pulsada, certos ácidos, criocauterização -congelamento-, etc), não podemos descartar a possibilidade das mesmas eventualmente reaparecerem.

Geralmente localizam-se no dorso das mãos, antebraço ou face (áreas fotoexpostas).