Olheiras

VISÃO GERAL

As olheiras são definidas como o escurecimento da região ao redor dos olhos. Essa condição nem sempre tem sua origem apenas em noites mal dormidas, como veremos a diante. Sabendo que há diferentes “vias”, devemos  saber como e por qual mecanismo a olheira se formou para a indicação do tratamento mais adequado e, eventualmente, até mesmo colaboração com certas especialidades médicas, como os otorrinolaringologistas ou endocrinologistas, por motivos que também serão explicados subsequentemente.

De forma muito básica, podemos dividir as olheiras nos quatro seguintes grupos: aquelas cuja origem é pigmentar (melanina); as de origem microvascular (sanguínea); as mistas (originam-se de fatores pigmentares e vasculares conjuntamente e são a maioria dos casos) e ainda no grupo das falsas-olheiras (pseudo-olheiras).

 

É uma disfunção estética comum e benigna, desde que descartado o envolvimento de doenças sistêmicas como causas-base. Afeta todas as idades, até crianças e é mais notada em indivíduos de pele facial muito clara e fina (o que possibilita a visualização dos vasinhos arroxeados subcutâneos) e em indivíduos étnicos (latinos, árabes, mulatos ou negros), onde há maior tendência à hiperpigmentação por melanina.

Além da falta de sono, causas comuns e não patológicas das olheiras envolvem: exposição ao sol, tabagismo (que prejudica a oxigenação e irrigação sanguínea na região em torno dos olhos), vômitos constantes e a ingestão de álcool, que denuncia aquela noitada anterior! A olheira também tem origem em um importante componente genético e familiar.

 

OLHEIRAS DE ORIGEM PIGMENTAR ( MELANINA NAS PÁLPEBRAS):

 

  • Por Fatores genéticos (idiossincrasias), fatores étnicos ou desconhecidos (idiopáticos)
  • Por Hiperpigmentação pós inflamatória (após coçar ou friccionar as pálpebras excessivamente, por exemplo)
  • Por Fatores fisiológicos (normais) ou patológicos (doenças) de base que causem pigmentação de pele, tais como: ambos os hormônios sexuais femininos (estrógeno e progesterona), anticoncepcionais, gravidez ou doenças sistêmicas da glândula Tireóide, Doença de Addison, Síndrome de Cushing, dentre outras. (Encaminhar para Endocrinologistas)
  • Por Fotossensibilidade
  • Por Radiação Ultravioleta (UV)

 

OLHEIRAS DE ORIGEM VASCULAR:

 

São essas que pioram em maior intensidade nos quadros de infecção sistêmica, febre, desidratação, falta de sono e stress.

  • Devido à presença de vasos sanguíneos superficiais vistos por transparência da pele infra-orbital (abaixo dos olhos).
  • Devido à congestão nasal, edema paranasal e consequente respiração bucal – o que propicia estase venosa (parada ou lentificação do fluxo sanguíneo das pequenas veias da região abaixo dos olhos) – Encaminhar para otorrinolaringologistas.

 

POR ALTERAÇÕES NA ANATOMIA E PSEUDO-OLHEIRAS:

 

  • Indivíduos com “proeminência” do malar (maçã do rosto) e intensificação do sulco nasojugal (goteira lacrimal) – localizado entre a pálpebra inferior e o malar – podem aparentar ter “um degrauzinho” ou os “olhos fundos”, o que produz um sombreamento da região peri-orbital e uma falsa-olheira.
  • Indivíduos com formação de “bolsas” nas pálpebras inferiores e flacidez da pele. Essa condição é a mais comum quando falamos do envelhecimento natural sofrido por essa região e, anatomicamente, ocorre devido à flacidez do septo orbital e pela protuberância da gordura localizada atrás desse septo (principalmente quando o paciente vira o globo ocular para cima). Nessa situação, além da “bolsa”, existe pronunciado sulco nasojugal  e, às vezes, do sulco pálpebromalar.