Sardas (Efélides)

SARDAS

VISÃO GERAL

As sardas ou efélides são manchinhas escuras (hipercrômicas) que aparecem desde a infância (portanto, não é uma melanose senil) em indivíduos de fototipo baixo (I e II), em especial – mas não só – nos pacientes ruivos ou de cabelos e olhos claros, cuja pele branca (geralmente descendente de europeus, em especial dos Britânicos) é muito sensível ao sol.

Por influência genética, as sardas surgem e localizam-se preferencialmente na face e ombros.

São entidades diferentes das melanoses solares, pois as sardas são menores, mais salpicadas, castanhas-claro e não dependem da idade mais avançada do indivíduo para se manifestar; a radiação solar apenas intensifica o processo de pigmentação melânica (escurecimento).

Embora menos frequente, existem pessoas brancas não ruivas e morenas claras que podem apresentar sardas.

Obviamente, para evitar a exacerbação do quadro, a fotoproteção se faz muito útil.

Não é conveniente tratar crianças com sardas, pois apesar do potencial clareamento obtido, elas tendem a retornar no futuro.

 

As sardas em si não apresentam indício algum de doença (patologia) de pele, mas servem de alerta que a pele daquele indivíduo é mais sensível às radiações solares e, portanto, queima-se com facilidade e possui maior suscetibilidade ao câncer de pele.

Sendo assim, as efélides não têm cura, mas sim controle (tratamento) satisfatório, que é dependente tanto do profissional, como do paciente em si. As alternativas podem envolver dermocosméticos despigmentantes, peelings químicos, criopeeling, laser’s e luzes específicas, dentre outras.

SARDAS BRANCAS

As “sardas brancas” são pontos gotejados em confete de hipocromia ou acromia, também podem ser chamadas de leucodermia gutata. Tanto indivíduos brancos como os mulatos podem apresentá-la; é mais comum em indivíduos brancos (caucasianos) devido à pele sem tanta melanina (pigmento que confere proteção aos raios solares), mas, devido ao maior contraste para com o tom original da pele, são mais aparentes em indivíduos de fototipo intermediário ou alto (mulatos, pardos ou negros).

Essa condição reflete áreas de dano actínico (solar) cumulativo, onde houve perda de função parcial ou total da célula que produz a melanina (pigmento que dá cor à pele), o chamado melanócito. Também pode ter sido causada pelo uso crônico do despigmentante Hidroquinona, o que, nesse caso, se dá geralmente em peles negras.

Para as sardas brancas, além da proteção solar que evita o surgimento de novas lesões, a Biomedicina já dispõe de alternativas como Criopeeling com jatos de sprays congelantes, exposição orientada às Radiações Ultravioleta (U.V.), dentre outras estratégias.